segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Campanha Outubro Rosa 2018

A evolução do câncer de mama e as terapias mais assertivas

 

 

Assim como uma mulher nunca é igual a outra, por mais parecida que seja aos nossos olhos, o câncer de mama não é uma doença única. Com a evolução da oncologia, sabemos hoje que existem diferentes subtipos de câncer de mama que se comportam de maneiras distintas, com prognósticos e tratamentos diversos.

 O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres em todo mundo. Para este ano, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), serão 57.960 novos casos.  A incidência do câncer de mama é ainda crescente no Brasil por dois motivos: o envelhecimento da nossa população e o desenvolvimento de novas técnicas diagnósticas. Em contra partida, enquanto em países desenvolvidos como os EUA a mortalidade por câncer de mama vem caindo ao longo dos anos, devido aos novos tratamentos e ao diagnóstico precoce, no Brasil, pelo acesso restrito a saúde, a mortalidade ainda vem aumentando.



O mais importante no tratamento do câncer de mama hoje é a abordagem multidisciplinar e individualizada para cada paciente. Antes de programar o melhor tratamento, o oncologista deve avaliar qual é o subtipo molecular de câncer de mama daquela paciente, pois somente assim poderá saber se determinado remédio ou procedimento será eficaz em combater a doença. “Esse momento é crucial para termos sucesso no combate a doença, tanto no tratamento curativo, que é a maioria dos casos, quanto no controle da doença avançada, que possibilita a paciente não só viver mais, mas também viver melhor. O entendimento da biologia tumoral e das novas terapias alvo são fundamentais para obter sucesso, e é isso que vai orientar a escolha do tratamento de forma individual para cada caso.”, diz a doutora Maíra Tavares, Oncologista do Grupo da Oncologia Mamária da Clínica AMO – Assistência Multidisciplinar em Oncologia.


A quimioterapia, tratamento mais conhecido e mais temido contra o câncer, pode não ser a opção mais assertiva para todas as pacientes. “No câncer de mama metastático receptor hormonal positivo, por exemplo, o principal tratamento é a hormonioterapia, que  é uma terapia alvo muito eficiente, em forma de comprimidos e com poucos efeitos colaterais”, afirma a especialista.


 A heterogeneidade tumoral tem testado a ciência a todo tempo. A genética vem sendo a maior aliada dos pacientes com câncer, já que identificando as mutações responsáveis pelo crescimento tumoral, ela possibilita o desenvolvimento de novas drogas direcionadas. “A avaliação do DNA tumoral hoje já pode ser feita até por uma amostra de sangue do paciente com câncer metastático, é o que chamamos de “biopsia líquida”. Através desta técnica, podemos avaliar quais as mutações presentes naquele tumor e qual a melhor terapia disponível para aquela alteração”, conclui Dra. Maira.



Como identificar o câncer de mama

A grande maioria dos casos de nódulos nas mamas são benignos e não apresentam riscos para desenvolvimento de câncer. Mas, só é possível identificar a presença de tumores e suas características por meio de exames médicos específicos:
  • Mamografia: grande aliada nos diagnósticos precoces do câncer de mama, a mamografia é capaz de identificar tumores invisíveis ao toque, mas não é capaz de indicar se são benignos ou malignos.
  • Biópsia: por meio da remoção de uma amostra de tecido da mama, é possível avaliar por microscópico as características exatas do tumor, isto é, se é benigno ou maligno. Trata-se da melhor forma de identificação do câncer de mama.
  • Ultrassonografia: geralmente feita em pacientes mais jovens, uma vez que a densidade da mama da mulher mais nova dificulta a percepção da presença de nódulo.
  • Palpação dos seios: durante a consulta, um doutor experiente é capaz de utilizar esse método para contribuir com o diagnóstico, surpreendendo os tumores perceptíveis pelo toque.

Estágios do câncer de mama

O câncer de mama pode ser invasivo ou não. No estágio em que não é invasivo é chamado de in situ: ele fica isolado em um ponto da mama, revestido por uma membrana que impede seu transporte para outras partes do organismo. Quando essa membrana se rompe, o câncer se torna invasivo e pode se transportar para outros órgãos e também produzindo as temidas metástases.
Os estágios do câncer de mama são divididos em quatro, dependendo de sua evolução:

Estágio 1: tumor relativamente pequeno e ainda contido, sem se espalhar;
Estágio 2: tumores maiores, medindo até 2 cm, e/ou que se espalharam para os gânglios linfáticos mais próximos.

Estágio 3: tumores com mais de 5 cm ou que já invadiram os tecidos próximos ou se espalharam para os linfonodos adjacentes.
Estágio 4: tumores de qualquer tamanho com a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases) e, geralmente, há comprometimento das glândulas linfáticas.

Nas fases iniciais, quando o nódulo ainda é menor do que 1 cm, as chances de cura do câncer são de 95%. Nesse caso, ainda não é possível senti-lo pelo exame do toque, mas é possível identificá-lo na mamografia.

Por esse motivo, toda mulher a partir dos 40 anos deve realizar uma mamografia por ano, especialmente porque, apesar de campanhas como o Outubro Rosa, mais de 60% dos casos de câncer de mama ainda são diagnosticados nos últimos estágios da doença.





Fonte:
http://portalhospitaisbrasil.com.br/a-evolucao-do-cancer-de-mama-e-as-terapias-mais-assertivas/ 
http://blog.consultadobem.com.br/cancer-de-mama-quais-sao-os-estagios-e-como-identificar/ 
https://saude.abril.com.br/medicina/outubro-rosa-2018-mensagens-importantes-sobre-o-cancer-de-mama/

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