quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Março Azul-Marinho - Mês do Combate ao Câncer de Cólon

Março Azul Escuro Sintomas do Câncer Colorretal


Quais são os sintomas do câncer colorretal?


Qualquer pessoa com um dos sintomas abaixo deve procurar um médico – principalmente se houver sangramento pelo ânus – para realizar um exame clínico. Entre esses exames, pode ser necessária a realização do toque retal e do exame de colonoscopia. Os principais sintomas são:

Mudança do hábito intestinal, isto é, constipação ou diarréia sem associação com o alimento ingerido.
Anemia, fraqueza, cólica abdominal, emagrecimento.
Sangramento pelo reto.
Sensação de evacuação incompleta.

 Quais são os sintomas de quem tem pólipo no intestino?


O pólipo não é caracterizado por sintomas evidentes e muitos pacientes não sabem que possuem pólipos no intestino grosso. Podem ocorrer cólicas abdominais e sangramento pelas fezes.
Quais exames podem diagnosticar o câncer colorretal ?

O diagnóstico precoce do câncer colorretal (assim como de outros cânceres) é muito importante, pois quando localizado na fase inicial, as chances de cura são muito maiores.

 Toque Retal


É o exame clínico do reto feito em consultório, onde é possível tocar todas as paredes do reto baixo e médio. Nos homens, esse mesmo exame possibilita o exame da próstata também.

Pesquisa de sangue oculto nas fezes


São necessárias três amostras de fezes consecutivas e alguns tipos de alimentos devem ser evitados alguns dias antes do exame. Medicamentos como AAS e anti-inflamatórios não devem ser tomados 7 dias antes do exame, assim como frutas cítricas e carne vermelha não devem ser consumidas três dias antes do exame. Se o resultado para o sangue oculto for positivo, uma retossigmoidoscopia ou colonoscopia deverão ser realizadas.

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Para realizar este exame é necessário introduzir sulfato de bário (um líquido branco que serve como contraste) através do ânus, para que o exame radiológico possa mostrar as áreas anormais. Após a evacuação do bário, injeta-se ar no intestino e, logo após, faz-se o raio-x para poder visualizar a parte interior tanto do reto como do cólon. O exame permite a visualização de todo cólon e reto, mas não permite biópsias. Em caso de alguma área suspeita, é indicado um exame de colonoscopia.

Retossigmoidoscopia


Um tubo é introduzido pelo ânus e permite visualizar o reto e parte do cólon. Para esse exame pode-se utilizar tanto um tubo rígido de 25 cm de comprimento (retossigmoidoscopia rígida), como um aparelho flexível de fibra ótica com 70 cm de comprimento (retossigmoidoscopia flexível). Se for encontrada alguma lesão, como um pólipo este deverá ser retirado ou a lesão deverá ser biopsiada. A principal desvantagem deste exame é que o aparelho alcança apenas o reto e parte do cólon, no máximo 70 cm, portanto, não examina o cólon todo.

Colonoscopia


É um exame realizado por um aparelho de fibra ótica, longo (180 cm) e flexível que é introduzido através do ânus e permite a visualização completa do reto e do cólon. Essa visualização ocorre através de uma câmera inserida na extremidade do colonoscópio, cuja imagem é enviada para um monitor, permitindo assim, a análise simultânea do interior do cólon. O equipamento também permite a inserção de outros instrumentos especiais para a remoção de possíveis pólipos ou biópsias. O exame é feito sob sedação e analgesia. O exame permite que o médico examine detalhadamente o cólon. Os riscos do exame estão vinculados ao sangramento depois da retirada de pólipos, biópsias e perfuração intestinal.

Colonoscopia Virtual


A colonoscopia virtual produz imagens tridimensionais e bidimensionais seccionais do órgão, permitindo assim, a localização de pólipos ou cânceres. Embora seja útil para pessoas que não querem fazer exames invasivos (como a colonoscopia), a colonoscopia virtual requer preparo de cólon semelhante ao exame evitado e introdução de contraste via retal. Se encontrado algo suspeito em qualquer parte do órgão, será necessário utilizar a própria colonoscopia para analisar melhor essas áreas ou para realizar a retirada dos pólipos.

 Câncer Colorretal (Cólon, Reto e Intestino Grosso)

O que é câncer colorretal?

São tumores que acometem o intestino grosso que é subdividido em cólon e reto. Uma característica importantíssima desses tumores é que a maioria deles tem origem em pólipos que são pequenas elevações na parede do cólon e/ou do reto e que crescem muito lentamente, podendo levar muitos anos para se tornarem malignos. Isso permite que esses pólipos possam ser identificados e retirados antes de se transformarem em tumores malignos, através da colonoscopia.

Quais são os fatores de risco?

Uma dieta rica em carnes vermelhas, processadas (salsichas, mortadelas, etc) e gorduras, não praticar exercícios físicos, a obesidade, o tabagismo, o alcoolismo, a idade acima de 50 anos, o fato de já ter tido pólipos ou câncer colorretal ou doença inflamatória intestinal, a ocorrência de câncer colorretal em familiares de primeiro e segundo graus e as síndromes hereditárias, sendo as mais comuns a polipose adenomatosa familiar e o câncer colorretal hereditário sem polipose, são todos fatores que podem influenciar na ocorrência de tumores colorretais.

Quais são os sinais e sintomas?

O sangramento ao evacuar é o sinal mais comum, anemia sem causa aparente, principalmente em pessoas com mais de 50 anos, alterações no hábito intestinal (diarreia ou intestino preso), desconforto abdominal com gases ou cólicas, permanência da vontade de evacuar mesmo após a evacuação, chamam a atenção de que a causa possa ser um tumor. Emagrecimento intenso e inexplicado, fraqueza, fezes pastosas e escuras, e sensação de dor na região anal também podem estar relacionados com tumores. Caso apresente algum desses sinais e sintomas procure um médico. Salientamos que outras doenças, que não o câncer, também pode apresentar alguns desses sintomas.

Como prevenir este tipo de câncer?

Prevenir quer dizer evitar os fatores que estão relacionados com o desenvolvimento de câncer colorretal. Adotar uma dieta rica em frutas, verduras e vegetais, evitar carnes vermelhas e embutidos, praticar exercícios físicos, combater a obesidade, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, são atitudes importante na prevenção. Entretanto, há necessidade de se submeter a exame de rastreamento, uma vez que essas medidas não são 100% eficazes. O exame mais importante e eficiente continua sendo a colonoscopia, que consegue visibilizar todo o cólon e reto, e se encontrar algum pólipo pode retirá-lo, evitando que se transforme em um tumor maligno (prevenção) ou até tratando uma vez que tumores pequenos nos pólipos podem ser curados com a retirada desses pólipos. Recomenda-se iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos. Quando há casos na família a colonoscopia deve ser iniciada mais precocemente.

Como é o tratamento?

O tratamento nos tumores iniciais geralmente é menos agressivo, através da retirada de pólipos e lesões pela colonoscopia ou por cirurgias com ressecções locais dos tumores. Nos tumores maiores do cólon há necessidade de cirurgia (convencional, laparoscópica ou robótica). Nos tumores do reto pode haver necessidade de radioterapia e quimioterapia antes da cirurgia. Resumindo, o tratamento envolve radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia dependendo do local, do tamanho e extensão da doença no cólon ou em outros órgãos no caso de existirem metástases (aparecimento do tumor em outro órgão como fígado ou pulmão, por exemplo). Quanto mais precoce o tratamento menor a agressividade e o tempo de tratamento, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente.
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