sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Vacinas


Importância da vacinação

 Vacinas são substâncias que possuem como função estimular nosso corpo a produzir respostas imunológicas a fim de nos proteger contra determinada doença. Elas são produzidas a partir do próprio agente causador da doença, que é colocado em nosso corpo de forma enfraquecida ou inativada. Apesar de não causar a doença, as formas atenuadas e inativadas do antígeno são capazes de estimular nosso sistema imunológico.

 

Como a vacina atua no nosso corpo?

Quando nos vacinamos, apresentamos ao nosso corpo um antígeno até então desconhecido. O corpo passa, com isso, a produzir anticorpos contra ele. Nesse primeiro momento, a produção de anticorpos é relativamente lenta. Além da produção de anticorpos, o organismo produz células de memória, ou seja, células que, ao serem expostas novamente ao mesmo antígeno, serão capazes de produzir anticorpos mais rapidamente.
Em virtude da presença de células de memória, uma pessoa vacinada consegue que seu sistema imune atue de maneira mais rápida, evitando que a doença se desenvolva. Assim sendo, a vacina atua como um agente preventivo, devendo ser utilizada antes do contágio. Ela é considerada uma forma de imunização ativa, pois estimula nosso organismo a produzir substâncias de defesa.

Por que a vacinação é importante?

  • Redução dos números de casos de doenças infecciosas em toda a comunidade, uma vez que a transmissão é diminuída;
  • Diminuição do número de hospitalizações;
  • Redução de gastos com medicamentos;
  • Redução da mortandade;
  • Erradicação de doenças.

As vacinas realmente podem erradicar doenças?

Ao vacinar a população, diminuímos a incidência de determinada doença. À medida que toda a população vai sendo vacinada, os índices caem até que nenhum caso seja mais registrado, pois toda a população está protegida.
Apesar de parecer, muitas vezes, impossível proteger toda a população, a imunização tem dado resultados no Brasil e no mundo. Em nosso país, já ocorreu a erradicação da poliomielite e da varíola graças à utilização de vacinas. Além disso, segundo a Fundação Oswaldo Cruz, ocorreu a eliminação da circulação do vírus autóctone do sarampo em 2000 e da rubéola desde 2009. Outras doenças também tiveram seus casos reduzidos, como é o caso do tétano neonatal.

13 vacinas para crianças que seu filho não pode deixar de tomar

As vacinas são as armas mais eficientes na prevenção de uma série de doenças, não só na infância, mas em todas as idades. A maior parte das vacinas que vão proteger a criança contra doenças graves — como o sarampo, a coqueluche e a meningite — está concentrada até os 15 meses de vida com reforços até os cinco anos.
Porém, há doses que devem ser tomadas após esse período para completar o esquema vacinal da infância.
No post de hoje, listamos 13 vacinas para crianças até 10 anos de idade. Antes, porém, veja algumas recomendações.

Observações importantes

  • Evite atrasar as doses e siga corretamente o esquema vacinal para garantir a imunização do seu filho.
  • Não antecipe as vacinas do bebê, pois, seu sistema imunológico é imaturo e é necessário ter os meses completos indicados para cada dose.
  • Guarde com cuidado o cartão de vacinação e deixe-o em mãos sempre que for vacinar a criança. Dessa forma, se houver alguma dose em atraso, o esquema vacinal poderá ser corrigido.
  • É normal que a criança apresente reações, como febre e dor local, após receber algumas vacinas. Em caso de dúvidas, converse com o pediatra.
  • Fique atenta às mudanças no Calendário Nacional de Vacinação. O Ministério da Saúde o revisa periodicamente, incluindo vacinas ou alterando doses.

Principais vacinas para crianças

Atente para esses pontos levantados e, em posse do cartão de vacinação, você poderá saber as doses que faltam — e de quais vacinas. Confira as principais:

1. BCG

A vacina BCG protege contra formas GRAVES de tuberculose. Deve ser aplicada no primeiro mês de vida, no braço direito e a reação ocorre nas semanas seguintes, devendo somente ter cuidados locais como a limpeza com água e sabão.

2. Hepatite B

A vacina é muito segura e eficaz, apresentando uma proteção de mais de 95%. Pode ser aplicada desde o primeiro dia de vida, sendo recomendada nas primeiras 12 horas após o nascimento para evitar a transmissão do vírus de mãe para filho.
A vacina deve ser feita em três doses: as duas primeiras com um mês de intervalo e a terceira, seis meses após a primeira.

3. Hepatite A

A vacina contra hepatite A entrou no calendário básico de vacinação neste ano de 2017. É uma única dose, administrada em crianças de 15 a 23 meses.

4. Penta/DTP

A vacina Penta/DTP oferece proteção contra cinco doenças:
  • difteria;
  • tétano;
  • coqueluche;
  • hepatite B;
  • infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b.
Ela é dada aos 2, 4 e 6 meses de vida e tem reforço em duas ocasiões: aos 15 meses e aos 4 anos.

5. VIP/VOP

A vacina VIP/VOP protege contra a poliomielite — paralisia infantil. É aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida.
Os reforços devem ser tomados aos 15 meses e aos 4 anos — e também durante as campanhas anuais de multivacinação.
As três primeiras doses são da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), injetável. Os demais reforços, normalmente, são com o vírus atenuado (VOP), em gotinhas.

6. Pneumocócica 10-valente

A pneumocócica 10-valente garante proteção contra dez subtipos da bactéria pneumococo. São duas doses: aos 2 e aos 4 meses. O reforço é feito aos 12 meses.
No dr.consulta e em redes privadas a pneumocócica é 13-valente e protege contra mais três tipos de pneumococo, além daquelas 10 oferecidas pela rede pública, aumentando a proteção do bebê.

7. Rotavírus

A vacina contra o rotavírus é tomada em duas doses: aos 2 e aos 4 meses (Deve-se atentar para este período, pois a vacina não pode ser realizada após esse prazo.)
O rotavírus provoca infecção gastrointestinal e é grave para os bebês, podendo levar à morte por desidratação.

8. Meningocócica C

A meningocócica C é aplicada aos 3 e aos 5 meses, com um reforço aos 12 meses.
Ela protege contra a meningite C — doença que pode causar surdez e lesões cerebrais permanentes.

9. Febre Amarela

A vacina contra a febre amarela é tomada aos 9 meses, com dose única. Existia um reforço aos 10 anos, porém, houve uma mudança no esquema vacinal e essa dose não é mais necessária, apenas para áreas de risco.

10. Tríplice Viral

A tríplice viral protege contra o sarampo, rubéola e caxumba. É a vacina de vírus disponibilizada na rede pública. Devem ser aplicadas duas doses, a primeira aos 12 meses de vida, um reforço aos 15 meses e outro entre os 4 e 6 anos de idade.

11. Tetra Viral

A tetra viral não é disponibilizada pela rede pública e oferece proteção para mais um vírus. Além do sarampo, caxumba e rubéola, protege também contra varicela (catapora).  É aplicada aos 15 meses, no reforço da Tríplice viral.

12. Influenza

A vacina contra gripe (Influenza) deve ser tomada todos os anos por crianças de seis meses a cinco anos.

13. HPV

A vacina contra HPV é para meninas de 9 a 14 anos — e também para meninos de 12 a 13 anos.
O vírus do papiloma humano (HPV) é transmitido sexualmente e está relacionado ao câncer de colo de útero.
Por isso, o objetivo é imunizar as crianças bem antes do início da vida sexual, reduzindo, assim, os índices desse tipo de câncer.
Agende uma vacina agora mesmo!



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